Por Alex Bohrer
"Talvez já chegue um pouco tarde, porque tento reviver pessoas e cousas do primeiro quarto deste século, que também corresponde ao meus primeiros vinte e cinco anos, porque como verifico agora, muitos daqueles personagens e aspectos já desapareceram e o assunto não irá interessar à gente nova que hoje habita Cachoeira. Em geral, a mocidade não tem tempo para cultuar o passado com seus mortos, nem aos velhos ainda vivos."

Estas palavras de Lúcio Fernandes Ramos nos soavam como alerta e como desafio. "Cachoeira do Campo, a Filha Pobre do Ouro Preto", era o título do livro. Por que Filha Pobre? Por que um livro sobre Cachoeira? Qual era a história de Cachoeira? Tínhamos uma leve suspeita: o apelo que Lúcio Ramos fez na década de 60 revelava algo mais que palavras de um idoso saudosista. Ele havia conhecido uma Cachoeira que só existia agora em sua imaginação, o que restou estava se perdendo, o zelo pela história e cultura que embalaram a sua infância estava esmorecendo. Houve um tempo - e Lúcio o conheceu - que os velhos sabiam de cor e as crianças ouviam de seus pais, cheios de orgulho, a narrativa da história da pequena Cachoeira, pequena princesa perdida entre as montanhas das Minas Gerais, a mesma Minas gestada neste solo. Mas, à nossa época, tudo isto estava sepultado. A riqueza histórica de Cachoeira era só uma suspeita escondida nas páginas de velhos livros, nas ruas, nos lavores dourados da Igreja Matriz.
Aconteceu
no dia 8 de setembro de 1996. Era o dia da padroeira de Cachoeira, Nossa Senhora
de Nazaré. Foi o dia escolhido pela direção da Escola Estadual Pe. Afonso
de Lemos para realizar uma Feira Cultural. O tema daquele ano era 'História
de Cachoeira'. Não era, a esta época, mais aluno daquela escola, mas fui afoito
à feira, ansioso para conhecer a história de Cachoeira. O que aprendemos?
Quase nada, mas o suficiente para ter uma idéia da complexidade da história
de Cachoeira. Não foi possível realizar um trabalho imediato sobre a nossa
história, isto a feira deixou claro. Quase ninguém sabia mais a nossa história.
Não havia trabalho sistemático sobre o assunto, ninguém se interessava por
isso. O apego cultural de outrora emudecera completamente. As palavras de
Lúcio Ramos estavam mais vivas do que nunca. Mas fizemos daquilo um desafio.
A história se nos apresentava como um grande quebra-cabeças a ser montado. Éramos jovens e não possuíamos experiência neste sentido. Começamos como amadores. Eu trazia da Escola Técnica Federal de Outro Preto (onde estudava à época) todos os livros que ao menos citavam o nome de Cachoeira. Acumulamos centenas de fotocópias. Começamos a fazer palestras em escolas. A imprensa começou a se interessar. Entrei na Universidade Federal de Outro Preto, no curso de história. Desenvolvi trabalhos acadêmicos do tipo. Posteriormente Rodrigo começou a cursar turismo no CEFET de Ouro Preto (antiga Escola Técnica). E o que nasceu como um desafio, como passa-tempo, tomou grandes proporções, tornando referência neste tipo de trabalho. Referência no estado tornou-se o que nasceu como um sonho! Em 2000 nascia a AMIC (Associação Cultural Amigos de Cachoeira do Campo). Outros trabalhos acadêmicos, de outras instituições, visando resgatar a história e cultura de Cachoeira, bem como o potencial turístico da região, principiaram a acontecer, animados pelo resultado dos nossos projetos.
Hoje, apesar das imensas dificuldades que passam todos aqueles que lutam pela cultura deste país, nosso projeto prossegue, dando provas de que o sonho individual é importante, mas, quando o sonho individual se faz coletivo, torna-se essencial.
ATRAVÉS DO TRABALHO DO PROJETO CACHOEIRA GANHA FOLDER E CARTÕES POSTAIS
TELEMAR LANÇA CARTÃO TELEFÔNICO
COMEMORATIVO DOS 300 ANOS
VALORIZANDO O ARTESANATO E GERANDO
RENDA PARA FAMÍLIAS CARENTES
CACHOEIRA DO CAMPO, PRIMEIRO PASSO NA INTERNET
TV UNI-BH - CACHOEIRA DO CAMPO ESPERA
IPHAN - SUPERINTENDENTE E DIRETORA REGIONAL VISITAM A MATRIZ DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ
Através do trabalho do Projeto, Cachoeira ganha folder e cartões postais

Com o apoio do SESC/Estalagem das Minas Gerais, através de seu gerente geral, Ítalo Mendicino Júnior, nosso projeto pôde realizar um grande trabalho de divulgação de Cachoeira do Campo. Primeiro foi o folder histórico, lançado oficialmente nas comemorações do dia 20 de Abril de 2001, nos 300 Anos de Cachoeira do Campo.
No final de 2002, foram lançados dois modelos de cartões postais, contemplando neste primeiro momento a Matriz de Nossa Senhora de Nazaré e a Igreja de Nossa Senhora das Dores, um sonho antigo atendendo a um grande apelo de nossos visitantes.

O folder é encontrado com a coordenação do projeto, e os cartões postais, em Cachoeira do Campo, na Matriz, na Tutte Pane Confeitaria, na Lampejo e em algumas lojas.

Ao Sesc/Estalagem das Minas Gerais o nosso grande apreço e renovado desejo de sucesso.Que brevemente possamos realizar mais um trabalho juntos. A história de Minas e do Brasil agradecem!!!
Telemar lança cartão telefônico comemorativo dos 300 anos
Dentro
das comemorações dos 300 Anos de História de Cachoeira do Campo em 2001 e
atendendo a uma intercessão que o ex-Secretário de Estado da Cultura, Angelo
Oswaldo, fez à direção da Telemar em nome da AMIC, foi lançado em julho daquele
ano, um cartão telefônico destacando tão importante data, como foi idealizado
pela mesa diretora da AMIC. Foram produzidos 200.000 (duzentos mil) exemplares,
que foram distribuídos aos consumidores de 16 estados, 3044 municípios que
são atendidos pela operadora.
Foi mais um grande marco nas comemorações do tricentenário de Cachoeira do Campo, berço dos ideais libertários de Minas Gerais.
Valorizando o artesanato e gerando renda para famílias carentes

Abordando também a questão social que atinge drasticamente nossas cidades, a ação da AMIC se volta para a preocupação de ajudar de alguma forma a comunidade. Assim, um grupo de cerca de trinta senhoras, do Bairro Vila do Cruzeiro em Cachoeira do Campo, está tendo a oportunidade de aperfeiçoar o artesanato derivado do retalho, crochê, bordado e outros. Através de um contato com desagners de Porto Alegre, os trabalhos foram avaliados e como proposta foi lançado um desafio dentro das novas tendências do mercado.
Há
cerca de dois anos, os diretores Rodrigo Gomes e Sarah Macfadem, apresentaram
a idéia às artesãs de Cachoeira do Campo tendo a presença das desagners Heloísa
Crocco e Silvânia. A parceria vem dando resultado e a expectativa é melhorar
o produto final. A maioria dessas senhoras são mães de família e ligadas à
Pastoral da Criança e já haviam se organizado, por isso que esta primeira
etapa do projeto foi destinado a elas.
A AMIC serviu apenas de elo entre as coordenadoras do projeto e a comunidade. Com nossa missão cumprida, fica nossa torcida para que tudo dê certo e vamos continuar acompanhando os trabalhos e buscando novas parcerias.
O projeto foi matéria de destaque na revista "Casa Cláudia"- Ano XXVI, nº 06 de junho de 2002.
Cachoeira do Campo, primeiro passo na internet
Procurados pelo editor do site www.idasbrasil.com.br em 2001, tivemos a oportunidade de contar a história de Cachoeira do Campo de uma forma diferente, ou seja, através da Internet, uma nova e fascinante experiência.
O site turístico apresentava os caminhos de Minas mostrando suas principais cidades e pela primeira vez e como bom resultado para nosso trabalho, Cachoeira do Campo teve um destaque especial contando um pouco de sua história. O caminho é o seguinte: www. idasbrasil. com.br /cidades /OuroPreto /port/ cachoeiracampo.asp
TV UNI-BH - Cachoeira do Campo espera
Em
junho de 2001, a AMIC e a TRANSPEDROSA Ltda. fizeram uma grande campanha solicitando
a prefeita de Ouro Preto, Marisa Xavier, a instalação de um retransmissor
de sinal da TOP CULTURA, atual TV UNI-BH Inconfidentes.
Mobilizando a comunidade, conseguimos mais de 3.200 (três mil e duzentos) assinaturas, número equivalente aos votos que garantiram a vitória da atual prefeita, que foram entregues, em mãos, ao chefe de gabinete Sérgio Xavier.
Com uma grande preocupação com a interlocução da sede com os demais distritos e querendo estar participando dos acontecimentos de Ouro Preto, até hoje não obtivemos uma resposta sobre tal assunto. É pena saber que em uma época que se fala tanto de diálogo e união, um veículo de comunicação, que é importante para a comunicação dentro do município, não chega nem à metade dos cidadãos "ouropretanos" que sabem mais notícias de Belo Horizonte do que de Ouro Preto.
Este projeto é de tão grande importância que estimula ainda a divulgação da cultura local, desenvolve a democracia e liga Ouro Preto a Ouro Preto. Será que vamos sofrer mais esta injustiça defronte tantas outras que já sofremos há anos? Até quando???
IPHAN - Superintendente e diretora regional visitam a Matriz de Nossa Senhora de Nazaré
No último dia 20 de fevereiro de 2002, o Superintendente da 13ª Sub-regional do IPHAN, Sérgio Abraão e a ex-diretora da regional Ouro Preto, Marta d'Emery, atendendo a um ofício da AMIC, visitaram a Matriz de Nossa Senhora de Nazaré em Cachoeira do Campo, para uma avaliação do atual estado de conservação da referida igreja, marco importantíssimo da arte e cultura mineira.
Acompanhando
a visita e apontando os principais problemas que afetam nossa igreja, estiveram
o presidente da AMIC, Alex Bohrer e o Diretor de Eventos e Marketing, Rodrigo
Gomes, acompanhados ainda do pároco de Cachoeira do Campo, Pe. José Afonso
de Lemos. Foram visitados ainda a Igreja de Nossa Senhora das Dores, A Ponte
e as ruínas do Palácio dos Governadores e a Capela do Bom Despacho, todos
esses constantemente ameaçados pelo descaso das autoridades.
Foram debatidas várias propostas e apontadas várias alternativas para chegarmos ao objetivo final que é a recuperação da Matriz e dos demais monumentos. Sabemos que grande parte de nossas igrejas e monumentos históricos está em péssima situação, mas esperamos uma atenção especial do IPHAN por se tratar de um dos mais importantes monumentos do Brasil e a comunidade com certeza está pronta para participar de campanhas em prol da restauração da igreja.
Como resultado deste trabalho, técnicos do IPHAN, elaboraram um novo projeto elétrico para a Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, que está orçado em cerca de R$25.000 (Vinte e cinco mil reais). O que se torna necessário é a união da comunidade cachoeirense neste intento, deixando de lado impasses e mágoas.
A
AMIC (Associação Cultural Amigos de Cachoeira do Campo) continua trabalhando
para a criação da primeira Biblioteca Comunitária de Cachoeira do Campo.
Estamos recebendo a doação de livros, revistas, fotos antigas, jornais, cd
roons, tudo em bom estado de uso. Sua doação, em Cachoeira, pode ser feita
nas escolas, na Padaria Tutte Pane ou com os membros da diretoria da AMIC,
pessoas de outras localidades podem entrar em contato pelos telefones: (0xx31)
9909 - 4106/9117-1708 ou pelo e-mail: amic@cachoeiradocampo.art.br.
Agradecemos as pessoas e instituições quem tem doado bastante material para a formação do acervo. Ainda não temos o local definido para a instalação da biblioteca, mas continuamos recebendo as doações nos locais indicados e ainda estamos aceitando doações de móveis e material de escritório para que possamos dar início às atividades deste importante instrumento de estudos para nossa comunidade. Já com um número razoável de livros arrecadados, a campanha segue precisando sempre de sua colaboração, afinal este é um trabalho conjunto de toda comunidade cachoeirense.
Uma
parceira entre a AMIC (Associação Cultural Amigos de Cachoeira do Campo),
através de sua Diretoria de Eventos e Marketing (a cargo de Rodrigo Gomes),
e a UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), trouxe à Cachoeira do Campo
o PROJETO CINEMA BR EM MOVIMENTO, onde filmes do cinema nacional
foram exibidos em locais públicos atingindo grande número de pessoas. Com
o envolvimento de toda diretoria da Associação, foram apresentados os filmes
Domésticas e O toque do Oboé. O projeto acabou sendo prejudicado
pela greve da Universidade. No ano de 2002 pedimos ao Sr. Reitor da UFOP,
Prof. Dr. Dirceu Nascimento, e à coordenação do projeto a permanência deste
importante empreendimento cultural para nossa comunidade, o que aconteceu
com a apresentação do filme Taína para as crianças da Escola Estadual
Nossa Senhora Auxiliadora e outras escolas da região. Por ser um filme educativo,
que aborda a questão do Meio Ambiente, não poderia deixar de ser apresentado
para a garotada.

Apesar do projeto não ter continuado em nossa região agradecemos à UFOP, à coordenadora regional do projeto, Ana Jardim, ao pessoal da ZOOM Produções, à Tutte Panne Confeitaria, ao Vicente Pedrosa, ao D.J. Cadáver (Jorge de Castro), ao Centro Dom Bosco, ao Sesc/Estalagem das Minas Gerais e às pessoas que participaram de mais este trabalho da AMIC.
Se você quiser conhecer o projeto e os filmes o site é: www.cinemabremmovimento.com.br.
Vitória importante: município de Ouro Preto cria Lei de Tombamento, uma iniciativa que partiu do trabalho da AMIC - É a AMIC lutando pela preservação do Patrimônio Histórico Cultural do município de Ouro Preto

Um importante projeto foi aprovado pela Câmara Municipal de Ouro Preto e sancionado pela prefeita de Ouro Preto, Marisa Xavier, seus autores foram os vereadores Jarbas Eustáquio Avelar e Ariosvaldo Figueiredo Santos Filho. Tratava-se do Projeto de Lei 051/01 pautado no artigo 165 da Lei Orgânica Municipal, que implanta e regulamenta o tombamento de bens móveis, imóveis e intangíveis pelo Município de Ouro Preto. Hoje já é a Lei nº 17/2002 de 26/04/02.
Como todos bem sabem, apesar de Ouro Preto ostentar o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, nada está favorável para a cultura dentro do município, principalmente nos distritos onde igrejas, capelas, casarões, tradições e o "desincentivo" cultural estão acabando de forma assustadora com grande parte da história de Minas Gerais.
A
criação desta lei municipal é conseqüência do incansável trabalho do Projeto
de Pesquisa, Divulgação e Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural de Cachoeira
do Campo e agora também da AMIC (Associação Cultural Amigos de Cachoeira do
Campo), que praticamente sem nenhum apoio e respaldo de uma lei luta pela
preservação do patrimônio histórico-cultural que, fruto do patrimônio humano,
manifesta de diversas formas a cultura, a fé e as tradições do povo mineiro.
Desde o governo passado, tínhamos incansavelmente buscado esta importante inovação que colocaria o conteúdo da Lei Orgânica em prática. Segundo a lei orgânica há mais de dez anos já deveria estar sendo praticado dentro do município o tombamento, preservando muito do que foi perdido durante este tempo. A lei precisa ser entendida como forma de se preservar monumentos e tradições, pois, aproveitando-se da ignorância quanto a questão do patrimônio cultural, alguns indivíduos levam à destruição muito de nossos valiosos bens culturais, aproveitando-se da pouca informação da comunidade.
Vamos apresentar um pouco do que é a lei e seus objetivos e alertar para a importância de tê-la atuante como mecanismo de valorização de nosso município, que ganha com a preservação de seus bens culturais. E vamos torcer para que, pelo menos esta lei, se estenda a todo município e não se isole apenas na cidade sede, pois é nos distritos que o patrimônio é arrasado pela ação silenciosa do tempo e criminosa dos vândalos, tanto marginais como os de colarinho branco.
O que é Patrimônio Cultural?
Bem Cultural: Produto do processo cultural, que proporciona ao ser humano o conhecimento de si mesmo e do ambiente que o cerca.
Patrimônio Cultural: Conjunto de Bens Culturais que retratam a nossa história, sustentam nossa memória e mantém viva nossa identidade cultural.
Por que preservar um bem cultural?
A principal razão é a preservação da nossa memória e história da qual nós somos frutos. Está memória se acha manifestada em monumentos e tradições, construídos através da historia de uma comunidade. Na realidade o que se valoriza com a preservação de um bem cultural é o próprio patrimônio humano, garantindo a memória e o exercício da cidadania. A preservação visa a continuidade das manifestações culturais.
Qual o valor cultural de um bem?
Este valor está na sua capacidade de estimular a memória das pessoas culturalmente vinculadas à comunidade, contribuindo para garantir sua identidade cultural e melhorar sua qualidade de vida. Alguns bens culturais perspassam o interesse único da comunidade em que se inserem e tomam interesse estadual e federal, tal é o caso da Matriz de N. Sra. de Nazaré e da de S. Bartolomeu, considerados monumentos de grande relevância para a cultura brasileira.
O que é tombamento?
"Tombar" significa inventariar, registrar, colocar sob a guarda para conservar e proteger bens móveis e imóveis, de interesse público. É um atributo que se dá ao bem cultural para que nele se garanta a continuidade da memória. O que é o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural? Constituído no sentido de atuar na identificação, documentação, proteção e promoção do patrimônio cultural de um município. É formado por representantes do poder público e da sociedade civil, orientados pela perspectiva de melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.
Quais os tipos de "patrimônios"?
Patrimônio Arqueológico, Paleológico, Etnográfico e Paisagístico que expressem interesse para preservação da memória nacional.
Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico que representam o valor histórico e cultural cuja conservação é de interesse público.
Patrimônio Imaterial: Registro de Saberes (conhecimentos e modo de fazer enraizados no cotidiano das comunidades), Celebrações (rituais e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e outras praticas sociais), Formas de Expressão (manifestações: literárias, musicais, plásticas, cênicas e lúdicas), Lugares (feiras, santuários, praças etc.).
Quais os órgãos responsáveis pela preservação deste patrimônio?
Mistério da Cultura, IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional), IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico), Secretaria de Estado da Cultura, Secretaria Municipal de Cultura (inexistente em nosso município), Promotoria de Defesa do Patrimônio, Delegacia de Patrimônio, Autoridades civis e militares, associações civis e culturais, etc.
Quem pode apresentar proposta de Tombamento ou Registro?
I- As pessoas de direito público e entidades a elas vinculadas;
II- Entidades culturais do município;
III- O proprietário ou qualquer do povo;
Denuncie qualquer agressão ao nosso patrimônio histórico cultural!
Telefones Úteis:
Polícia: 190
IPHAN/Ouro Preto: (31) 3551 - 3099
IEPHA: (0xx31) 3213 - 4000
Secretaria Municipal de Turismo: (0xx31) 3559 - 3215 Secretaria de Estado
da Cultura: (0xx31) 3261 - 7233
Órgãos e entidades civis de seu estado ou cidade.
AMIC inclui Cachoeira do Campo no roteiro do programa Terra de Minas

Após vários contatos com a direção da Rede Globo Minas, Rodrigo da Conceição Gomes, Diretor de Eventos e Marketing da associação, conseguiu a inclusão de Cachoeira do Campo no roteiro do Programa Terra de Minas, que mostra as belezas e a cultura de Minas Gerais apresentadas em um programa semanal que vai ao ar Sábado às 11h e 55 minutos.
Devido a toda importância histórica de Cachoeira do Campo e sua ligação com a história de Minas, as coordenadoras do programa, Soraia Vasconcelos e Vivian Santos, acharam a proposta interessante e logo mobilizaram as equipes de reportagem para a gravação do programa. Dando destaque a história, ao artesanato típico da região, uma receita bem mineira e as casas de retiro que são atração a parte na cidade.
O programa foi ao ar no dia 06/04/2002, tendo grande audiência não só em Cachoeira do Campo, mas em todo o estado de onde chegaram vários telefonemas e e-mails. Fica o agradecimento a Globo Minas, aos participantes das gravações, a Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré e aos cachoeirenses que nos apoiaram.
I Mostra cultural da artista Gisiane Stela do Nascimento
Gisiane
Stela do Nascimento, artista plástica formada pela Escola de Artes Plásticas
Márcia Nascimento, em Belo Horizonte - MG, fez sua I Mostra Cultural
de Artes Plásticas, óleo sobre tela, intitulada Cachoeira do
Campo, onde ela retratou várias cenas da antiga Cachoeira do Campo,
fazendo um resgate histórico e cultural.
A mostra foi realizada no dia 28 de abril de 2002, de 9 horas às 22 horas, no Salão Paroquial Nossa Senhora de Nazaré em Cachoeira do Campo, sendo prorrogada por mais três dias devido a grande procura do público, ficando suas obras expostas na casa de seus avós na Rua Tombadouro. A I Mostra Cultural contou com o apoio cultural da AMIC - Associação Cultural Amigos de Cachoeira do Campo, que desde do princípio acompanhou os primeiros passos do ideal da artista. Segundo Rodrigo Gomes, diretor de Eventos e Marketing da AMIC, a própria força de concluir o objetivo que Gisiane demonstrou, foi o principal eixo para o sucesso de maravilhosa Mostra Cultural.
A artista tem raízes em Cachoeira do Campo, daí
a
escolha do tema de sua I Mostra Cultural. Ela é filha de José Romualdo do
Nascimento e de Stela Maris Santos do Nascimento. Seus avós maternos eram
o Sebastião dos Santos (lendário Tião Guarino) e Stela Lemos de tradicional
família cachoeirense.
O trabalho da artista condiz perfeitamente com o trabalho feito pela AMIC, que busca o resgate da memória histórica de Cachoeira do Campo e incentiva os artistas que estão começando e que valorizam o seu lugar de origem. Parabéns Gisiane e muito sucesso!!! Obs.: A artista estará recebendo encomendas, é só você entrar em contato pelo telefone.: (0xx31) 9132-6921 ou pelo e-mail.: amic@cachoeiradocampo.art.br.
CACHOEIRA
VOLTA A SONHAR
Insondáveis ritmos, insondáveis sonhos. Assim se fazem os seres, na crença do ideal, nesta busca que se quer altaneira, definitiva enquanto volumetria de nossa capacidade. Sonhar sempre, eis o que nos cabe, porque o sonho se liga ao que temos de melhor, quando nossas convicções vão retumbar no outro, no próximo e na coletividade, tentando expandir os valores comuns, valorizar as obras e os feitos de uma sociedade. Assim são esses três idealistas, Rodrigo Gomes, Paulo Roberto e Alex Bohrer, que fazem do sonho de Cachoeira do Campo a senha de suas próprias vidas. Querem enaltecer Cachoeira, pensá-la como reduto de história, anexá-la como um bem que se torne vívido e nobre na alma dos cachoeirenses e que dela seus habitantes possam vê-la com orgulho, amá-la como algo precioso enquanto resíduo de um tempo de vastíssima eloquência. Como três mosqueteiros semeando e defendendo, que sigam assim, sempre. E que se multipliquem, vocês três, jovens que se debruçam com este apaixonado ardor por essas pedras e essas matas que um dia viram nascer gente e sangue de uma história, muito mais que apenas deste lugar, mas que além, pertence a todos nós, brasileiros, como capítulo insigne de nossa nação.
Carlos Bracher - Artista Plástico
Que felicidade poder conhecer mais essa maravilha das Terras de Minas Gerais. Cachoeira do Campo é realmente um desses lugares abençoados, que fazem a gente se sentir bem, mais calmo, mais feliz... E que felicidade poder levar as belezas dessa terra para outras partes do estado e dividir com outras pessoas os encantos que descobrimos aqui. Parabéns pelo trabalho de vocês e muito obrigado por terem ajudado tanto o nosso trabalho. Um forte abraço de toda a equipe do Programa Terra de Minas da Rede Globo.
Vivian
Santos
Produtora e Repórter
Programa Terra de Minas Exibido em 06/04/02
Um
abraço e sucesso no trabalho.
Cláudia Gabriel - Repórter Rede Globo Minas 04/10/2000 Reportagem para o MGTV
Pelas andanças nas "Terras de Minas" conhecemos muitos lugares e pessoas especiais... Em Cachoeira do Campo tivemos mais essa boa surpresa... Parabéns pela dedicação de vocês, pela iniciativa da Ong e a obstinação de não deixar que os moradores esqueçam da própria história... Um abraço da equipe da Rede Globo.
Juliana
Perdigão
Repórter Rede Globo 02/04/02
Conhecer Cachoeira do Campo
O
trabalho sobre Cachoeira do Campo é importante para o resgate da história
do município e até mesmo de Minas Gerais, porque muitas pessoas que moram
em Minas Gerais e no Brasil não sabem da importância de Cachoeira do Campo,
na história desse país.
Cachoeira também está na história e aqui se passaram vários fatos históricos importantes como: O Levante do lendário minerador Felipe dos Santos, que aqui viveu seu drama, pois foi preso na Praça da Matriz que hoje leva o seu nome, sendo cruelmente esquartejado por essas ruas, a Inconfidência Mineira, envolvendo Tiradentes que aqui viveu como alferes do Regimento de Cavalaria no antigo Quartel, entre outros fatos que nos enchem de orgulho.
Este trabalho vem sendo muito valorizado pelos moradores de Cachoeira do Campo e de toda Minas, por vir mostrando a importância da história, dos fatos interessantes que ocorreram no passado e por despertar na comunidade no seu papel de preservadora destes tesouros.
Este trabalho é muito importante, porque me ajudou a conhecer e a saber mais sobre as coisas do passado e a ter mais interesse pela preservação da história e da cultura.
Júlia Lorrene da Silva
Estudante da Escola Estadual Padre Afonso de Lemos Participante do Programa
de Educação Patrimonial










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