
AMIC, meio ambiente preservando a vida!

Além da questão histórico-cultural, a AMIC (Associação Cultural Amigos de Cachoeira do Campo) não podia deixar de lado a questão ambiental que é vital para nosso planeta. Como carro chefe da campanha levantamos a bandeira pela despoluição do nosso Rio Maracujá.

Conclamando toda comunidade cachoeirense a participar do Movimento Maracujá Vivo, queremos que todos colaborem com a limpeza deste nosso precioso bem natural, ajude não jogando lixo no rio e não sujando as ruas. Hoje nosso rio, apesar de poluído, ainda tem água. E daqui há algum tempo se não fizermos nada? Imagine só o esgoto a céu aberto que irá transformar o velho rio que já serviu de lugar de diversão para nossos antepassados.
Já
foram realizadas caminhadas ecológicas, expedições para conhecer o trajeto
do rio, além da campanha de educação ambiental nas escolas. Desde o início
do projeto, há a participação do nosso amigo Rodrigo Gomes junto ao Projeto
Manuelzão, que atuou na articulação da criação do Comitê Manuelzão Local,
e na AMIC foi criada a Diretoria de Meio Ambiente sobre a direção de Evandro
Paulino Gomes.
Cachoeira do Campo precisa acordar, não só para esta, mas para outras questões que prejudicam o bem estar de nossa comunidade e sua qualidade de vida. Esta luta também é sua, venha e participe. Não se acomode esperando que a solução caía do céu. Reage Cachoeira.
Comitê local do Projeto Manuelzão
Na busca de uma parceria mais concretizada na Campanha
do Maracujá Vivo, a comunidade de Cachoeira do Campo, criou no dia 09/01/02
o comitê local do Projeto Manuelzão, denominado Comitê Manuelzão da Bacia
do Maracujá, que está sob a coordenação do Mestrando em Engenheira Mineral,
Robson
José Peixoto, e com a assessoria de Rodrigo da Conceição Gomes, o comitê começou
seu trabalho realizando o I Fórum da Bacia do Maracujá, com debates e apresentação
de propostas no último dia 06/04/02 no Oratório Dom Bosco. Atualmente o grupo
conta com mais de trinta membros. Toda comunidade está convidada a participar
e principalmente as crianças estão convidadas a ingressar neste movimento,
você pode se informar melhor através do site: www.baciadomaracuja.hpg.com.br.
Por Alex Bohrer
"Nesse
paraíso, a gente brincava de escorregar e de nadar ou descansava em completa
nudez, deitado na areia, ao sol carinhoso de Cachoeira, ou à sombra dos ingazeiros".
Lúcio Ramos, Cachoeira do Campo - A Filha Pobre do Ouro Preto.
Era um belo rio de águas límpidas. Os antigos o chamavam de Rio da Cachoeira, mas nossos avós começaram a chamar-lhe carinhosamente de Maracujá. Nasce lá nas bandas do sul, ao sopé da serra do trino. Nasce como um filetinho de água apenas, mas já ao precipitar na cascata recebe o pomposo titulo de rio, Rio Maracujá, e como tal descia orgulhoso para sua querida Cachoeira que ele aprendeu a alimentar, a matar a sede, a velha Cachoeira que ele viu nascer e crescer ao longo de suas margens, a velha Cachoeira que ele batizou um dia à sombra dos primeiros bandeirantes. Quem suspeita hoje que no seu leito conversavam outrora as famosas lavadeiras? Ou que já foi um dia a principal recreação de Cachoeira, com seus peixes, seus poços, suas quedas e seus escorregadores? Hoje os pescadores e nadadores daqueles tempos não existem mais, envelheceram e morreram, e como eles o velho rio também está morrendo.
Que paisagem diferente temos hoje! Lixo e lixo por
toda parte, esgoto a céu aberto e um cheiro horrível que a muito espantou
as siriemas e as gaivotas e atraiu os agourentos urubus. Mas a morte do rio
não está só na sujeira ou no assoreamento, está na cabeça de cada um de nós,
no desrespeito nosso de cada dia. Uma criança jogando sua lata de refrigerante
no rio é algo desagradável de se ver, mas ver um adulto assistir impassível
é algo inadmissível. Se a criança polui é porque não tem visto exemplo contrário.
Seus pais são poluidores que despejam lixo despreocupadamente todos os dias
no leito minguado do rio, são comerciantes avarentos que atropelam as margens
do maracujá com dejetos e entulho, são todos nós que
vemos
de braços cruzados a morte do nosso rio. As crianças aprendem rápido coisas
boas ou coisas más. Nas raras iniciativas de conscientizar os pequenos vemos
resultados imediatos. Pequenos cidadãos hoje, grandes homens amanhã. Mas o
problema está mesmo na vontade de querer mudar as coisas, está na boa vontade
dos homens. Vamos salvar nosso rio. Cachoeirenses, salvemos o Maracujá!
Salvemos
nós mesmos do esgoto da passividade e da dormência. Vamos levantar e reivindicar.
"Vamos de mãos dadas" , como disse o poeta, lutar pelo que é nosso. Vamos
dar aos nossos filhos o que não herdamos de nossos pais. Que nossos filhos
vejam o que nossos avós viram um dia. Que o verdadeiro rio Maracujá saia das
velhas fotografias e das páginas empoeiradas dos livros de memórias. Vamos,
salvemos o Maracujá!
MOVIMENTO MARACUJÁ VIVO
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